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Caracol

Suspeito de matar vizinha volta ao local de crime para tentar despistar polícia

Testemunhas relataram que ele teria obsessão pela mulher

Fonte: Cidade Verde 21 fevereiro 2020 12:44

Foto: Divulgação PM-PI

Uma mulher identificada como Gildete Moreira Santos, 54 anos, foi morta com uma facada na garganta e na perna em uma estrada vicinal na localidade Lagoa dos Cachorros, na cidade de Caracol, no interior do Piauí. O suspeito é vizinho da vítima. De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram que ele teria obsessão pela mulher.

Para o capitão Ivanaldo Santos, subcomandante da Polícia Militar em São Raimundo Nonato, chama atenção a frieza do suspeito. Ele teria ido ao local do crime para despistar a polícia.

“Ele esteve no local onde o corpo foi achado e disse que a pessoa que tinha feito aquilo com ela estava bem longe. Depois, saiu. Outro detalhe é que testemunhas acharam um pano branco próximo ao corpo que seria o mesmo usado pelo suspeito no dia anterior”, explica Santos.

Foto: Divulgação PM-PI

O capitão conta que o suspeito foi preso na própria casa onde havia um forte cheiro de sangue. No local foram apreendidos um facão e roupa manchados de sangue e uma espingarda.

“Os PMs começaram a fazer algumas perguntas e ele começou a entrar em contradição. Sobre o material apreendido sujo de sangue, ele disse que havia matado um corpo. Não esboçou nenhuma reação”, disse o subcomandante de São Raimundo Nonato.

Perseguição

Testemunhas relataram à Polícia Civil que, na semana passada, o suspeito teria perseguido a vítima supostamente para estuprá-la. Não há informações se a violência sexual foi consumada, mas em decorrência da perseguição, ela ficou com um hematoma no olho.

“Temos informações que ele correu atrás dela, mas vamos confirmar se a intenção  dele era violentá-la sexualmente ou a integridade dela”, disse o delegado Yan Brayner, que lavrou o auto de prisão em flagrante.

Crime pode se caracterizar como feminicídio

Ele explica que só ao longo da investigação poderá ser confirmada a qualificadora de feminicídio.

“Vamos ouvir testemunhas, saber qual o convívio que o autor tinha com a vítima e qual o tipo de relacionamento. Se ficar caracterizado que o homicídio foi cometido por motivo de ódio, em virtude dela ser mulher, fica configurado o feminicídio”, explica o delegado que lavrou o flagrante.

Foto: Divulgação PM-PI

Sobre o material apreendido com manchas de sangue, Yan Brayner enfatiza que a perícia vai confirmar se se trata de sangue humano.

“A análise será determinante para confirmar se a versão que ele deu para explicar as manchas de sangue é verdadeira ou não. O fato dele ter estado no local do achado do corpo pode ser uma circustância desfavorável, mas isso só o juiz poderá considerar na fase processual”, explica o delegado Yan Brayner.

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