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Teresina

Grupo com 60 venezuelanos acampa em Teresina: “não viemos pra roubar”

A maioria do grupo não fala português e se comunica falando a língua da tribo de onde vieram

Fonte: Cidade Verde 13 maio 2019 19:37

Após percorrerem cidades do Pára e do Maranhão, um grupo de aproximadamente 60 venezuelanos montou alojamento neste domingo (12) na praça do Estádio Lindolfo Monteiro, região Centro-Norte de Teresina. Segundo moradores, os imigrantes chegaram de táxi na tarde de ontem e estão buscando um abrigo para alugar.

Átila Araujo, morador de uma quitinete em frente a praça, diz que quando chegou em casa ontem à noite se deparou com a movimentação na garagem das quitinetes. “Estavam com muita bagagem, querendo uma quitinete para alugar. Mas aqui é só um quarto, não cabe esse tanto de pessoas”, lembrou.

A Guarda Municipal foi chamada e conduziu o grupo até a praça. Não houve resistência. De acordo com os moradores do entorno, o grupo é tranquilo e não violento.

Em uma situação de rua, o grupo dorme em redes e utiliza os banheiros do estádio para fazer suas necessidades básicas. Uma fogueira foi acesa na praça para cozinhar alguns poucos alimentos arrecadados. Eles usam as calçadas para estender roupas lavadas.

Com muitas mulheres e crianças – muitas delas descalças – os imigrantes se organizam em grupos para pedir esmolas no Centro da cidade e na região da praça. Muitos idosos também podem ser vistos no grupo.

Passando pelo local, a moradora Graça Almeida disse que ficou impactada com a situação. “É desumano, são pessoas, são vidas”, disse.

Um dos venezuelanos, que não quis se identificar, falou em nome do grupo, diz que seu povo não veio para roubar. “Não viemos para molestar ninguém”, disse. Sobre como o poder público ou a população poderia ajudar, o imigrante respondeu: “Uma casa, um local para ficar pelo menos um dia. Aqui na praça não dá mais para ficar”, disse.

Com aversão às câmeras, a maioria do grupo não fala português e se comunica falando a língua da tribo de onde vieram. Eles alegam ter sofrido perseguição nos locais por onde passaram.

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, da Prefeitura de Teresina, informou que já foi encaminhado Agentes de Proteção Social (APS) para acompanhar a situação dos venezuelanos, mas eles não aceitaram o atendimento. A Semcaspi informou ainda que a Política Nacional de Assistência Social prevê a inclusão de migrantes em programas sociais do Governo e que os venezuelanos podem ser incluídos no recebimento de benefícios caso estejam de forma legal no Brasil.

Crise na Venezuela

Ligada a crise de desvalorização internacional do petróleo, desde março de 2013 a Venezuela passa por intensa instabilidade econômica. A crise política se dá pela disputa entre o governo de Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela, e a oposição venezuelana, que denuncia os abusos de poder cometidos pelo presidente.

O estado de Roraima é a porta de entrada dos venezuelanos no Brasil. De acordo com o escritório brasileiro da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), até março deste ano, mais de 240 mil venezuelanos ingressaram em território brasileiro.

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