Cepisa

Cepisa: sindicato diz que Equatorial descumpre decisão e faz demissões

A Cepisa disse que não vai se manifestar sobre o caso

Cidade Modelo 7 novembro 2018 18:47

Através de nota, o Sindicato dos Urbanitários do Piauí denuncia que a Equatorial, que comprou a Cepisa, está fazendo a demissão de funcionários, mesmo com a decisão da justiça que faz o impedimento. Confira:

Nesta terça-feira (06), a diretoria da Equatorial Energia, empresa que vem controlando a Cepisa desde que venceu um leilão sem concorrência em julho deste ano, leilão este que está sendo contestado em várias instâncias judiciais pelo Sindicato dos Urbanitários do Piauí – SINTEPI, continua descumprindo uma decisão da 1ª Vara do Trabalho, que determina que a empresa deve suspender demissão de trabalhadores e cumprir o Acordo Coletivo de Trabalho. Mais quatro empregados foram demitidos nesta terça-feira, totalizando 16 demissões em apenas 12 dias úteis que a empresa assumiu o controle da antiga Cepisa, além de demitir oito terceirizados e as informações é que são dezenas de outros já informados extraoficialmente que serão desligados da empresa.

Essas medidas ferem frontalmente a referida liminar da Justiça do Trabalho e criam terror no interior da empresa com demissões sem justificativa. O sindicato já acionou seu departamento jurídico para que toda demissão seja revogada, fazendo-se cumprir os efeitos da liminar. Além disso, na próxima sexta-feira (09), a categoria se reunirá na frente do prédio sede da Cepisa na Av. Maranhão, a partir das 17h30, para Assembleia Geral Extraordinária, com o intuito de realizar ato de protesto contra as demissões e tirar encaminhamentos para fazer frente às políticas arbitrárias da Equatorial.

A juíza Thania Maria Bastos Lima, titular da 1ª Vara do Trabalho de Teresina, concedeu, no último dia 30 de outubro, liminar que proíbe demissões na Equatorial até 30 de abril de 2019, quando encerra o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria, bem como determina a revogação das demissões, com o retorno dos trabalhadores a seus cargos de origem. Com as últimas demissões, a empresa, que não é piauiense, mostra que não respeita a Justiça do trabalho no Estado e muito menos cumpre o ACT.

Outra denúncia do SINTEPI é quanto ao compromisso firmado pela Equatorial para reduzir a tarifa de energia para o consumidor em 8,5%, autorizado pela Aneel. Essa promessa foi feita durante o leilão de compra da Cepisa, em 26 de julho. No entanto, a empresa nem comenta mais o assunto. Ao contrário, nos bastidores prepara um estudo de revisão tarifária para aplicar mais um ‘tarifaço’ nas contas de luz. “Lembrando que em outubro do ano passado, já preparando a privatização, aplicaram um aumento nas contas de luz de 27% para uma inflação de 4% ao ano. Imagine quanto de aumento não vem pela frente? Um novo aumento abusivo. Mesmo porque, eles afirmam que o objetivo principal da Equatorial é o lucro. O consumidor e a boa prestação dos serviços ficam em segundo plano”, criticou o presidente do SINTEPI, Paulo Sampaio.

Não bastasse todos esses absurdos, no vendaval que assolou Teresina na última terça-feira, vários bairros da cidade ficaram sem energia. Com o período das chuvas se aproximando, é natural que a Equatorial esteja preparada para lidar com as eventualidades, como queda de árvores, queda de canela, circuitos em redes de energia e outros. Com as demissões e o clima de terror no interior da empresa, espera-se no mínimo a apresentação de um plano operacional para os casos de emergências.

O que diz a Cepisa

Ao 180, a Cepisa disse que não vai se manifestar sobre o caso, mas que o setor jurídico vai atuar dentro da legalidade sobre a decisão da juíza.

Decisão da Justiça do Trabalho impede demissões em massa

A juíza Thania Maria Bastos Lima Ferro, da 1ª Vara do Trabalho de Teresina, concedeu liminar a pedido do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Piauí, para que a Cepisa, agora sob o comando da Equatorial Energia, reintegrar trabalhadores demitidos sem justa causa desde que a holding assumiu a diretoria, e se abstenha de efetivar novas demissões em desacordo com o acordo coletivo de trabalho, em vigência até abril de 2019.

LEIA TAMBÉM

Decisão da Justiça do Trabalho impede demissões em massa na Cepisa até abril de 2019
A Equatorial assumiu a diretoria da Cepisa no último dia 17 de outubro e desde então, segundo o sindicato, demitiu pelo menos 11 funcionários. “O primeiro foi o diretor, que abriu as portas para a nova empresa”, diz Paulo Sampaio, que preside o sindicato dos Urbanitários. Ele explica que o acordo coletivo de trabalho não permite a demissão em massa de funcionários, como reconheceu a juíza em sua decisão.

Pela decisão publicada nesta terça-feira (30/10), a empresa deve se abster de fazer o desligamento em massa de empregados, bem como anular eventuais demissões que tenham sido feitas nestas condições após concluído o processo de privatização. A juíza concede ainda acesso ao sindicato dos documentos que tratem da demissão individual de funcionários, sob pena de multa no valor de R$ 2 mil diários, até o limite de R$ 400 mil.

 

Fonte:180graus

Publicidades

  • coleta rr noticias notícias
  • omega bike noticias
  • rei do kilo noticias
  • pao e cafe noticias
  • mamba noticias
  • colegio machado noticias
  • memorial noticias
  • ki preço noticias
  • shell select
  • faculdade rsa noticias
  • Armazem do povo noticias

Deixe seu comentário